Órgão denunciará mau atendimento do Samu
O Conselho Municipal de Saúde (Comusa) decidiu na noite desta quarta-feira (16), tomar medidas contra o mau atendimento prestado pelo Serviço Móvel de Urgência (Samu). Entre elas estão o encaminhamento de reclamação formal, via moção, em nome do órgão, à gerência estadual do serviço. Não está descartada, também, ao ministério Público.
A razão foram relatos feitos pelos próprios conselheiros durante a reunião do órgão, em que a central reguladora do Samu, situada em Balneário Camboriú, não encaminhou ambulância para prestar socorro em casos de pessoas que teriam passado mal em Brusque. Um dos reclamantes foi o próprio presidente do Comusa, Marcos Maestri, que teria vivido na pele o drama de se solicitar o atendimento e vê-lo negado.
Maestri contou que, na semana passada, um parente dele precisou ser socorrido às pressas e foi parar no Hospital Evangélico, por ser a unidade mais próxima de onde ele estava. A médica que o atendeu encaminhou para que fosse levado a outro hospital, onde houvesse equipamentos para socorrer pessoas com problema cardiovascular. Em contato com a central do Samu, Maestri ouviu que a ambulância não faria o transporte do paciente para uma unidade desse porte, pois o mesmo se encontrava em um hospital particular.
Diante de inúmeras negativas e sob a pressão das horas para salvar a vida do paciente, Maestri recorreu à secretaria municipal de Saúde e, posteriormente, à promotoria de justiça da Comarca. Com a intervenção do promotor de Justiça, a ambulância foi encaminhada, mais de quatro horas depois.
"Isso é omissão de socorro", disse um dos conselheiros ao ouvir outros dois casos em que a central não permitiu o deslocamento da ambulância. Uma delas a paciente ingeriu grande dose de remédios no bairro Nova Brasília, e nem mesmo com os pedidos da médica que atende no posto de Saúde daquele bairro, a ambulância foi deslocada. A paciente está internada na UTI do Hospital de Azambuja.
O outro caso aconteceu no bairro Limeira, onde uma pessoa sofreu queda, ficou desacordada e foi parar no posto de Saúde. Ao ser acionada, a central reguladora de Balneário Camboriú negou a ida do socorro.


